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Guia Wi-Fi
de Gustavo Rocha | Sexta, 4 de Janeiro de 2008
A mobilidade já é uma realidade entre os brasileiros. Tanto que a expectativa é de que sejam vendidos 2,1 milhões de laptops no Brasil este ano. Um aumento de 146% nas vendas de computadores móveis no País em um ano, segundo o IT Data. Em breve você será - se é que já não é - um dos novos usuários de computadores móveis, então confira nosso guia e abrace a vida sem fio.
Wi-Fi é o nome comercial usado para designar um conjunto de padrões desenvolvidos pelo comitê 802.11 do IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers), que padronizou protocolos e equipamentos para serem usados nas redes locais sem fio, ou “Wireless LANs”.
Tipos de padrão
Segundo Marcelo Pascon, Chefe de projetos CCE (Centro de Computação Eletrônica da USP) e um dos responsáveis pela rede sem fio da universidade, existem três padrões de Wi-Fi. “Cada um dos padrões se difere em velocidade de transmissão, alcance e freqüência de radiação”, enumera Pascon.
802.11a – esse padrão foi o primeiro a ser inventado. Atinge até 54 Mbps (megabits por segundo) dentro dos padrões da IEEE e de 72 Mbps a 108 Mbps por fabricantes não autorizados. No entanto, a taxa real comum é de 25 Mbps, com raio de alcance de 30m a partir do ponto de emissão do sinal. Esse padrão tem mais velocidade, além de gratuidade da freqüência e ausência de interferências. No entanto, consome uma quantidade alta de energia, tem alcance limitado e equipamentos mais caros.
802.11b – alcança velocidade máxima de 11 Mbps ou até 22 Mbps em equipamentos não padronizados, sendo que sua taxa de transmissão média é de 6,5 Mbps. Suporta até 32 usuários por ponto de acesso e tem alcance de até 50 m. Devido à sua faixa de freqüência de 2,4 GHz, está mais exposto a interferências. Suas maiores vantagens são o baixo dos dispositivos.
802.11g – traz velocidade superior à do padrão b – 54 Mbps no máximo, com taxa média real de 25 Mbps – funcionando também na freqüência de 2,4Ghz, sofrendo também com as interferências de seu “colega” b.
Compatibilidade entre padrões
Pascon explica que os padrões 802.11b e 802.11g são compatíveis na mesma freqüência, 2,4 GHz. “Essa é mesma freqüência usada por telefones sem fio e microondas”. Já o padrão 802.11a opera na freqüência de 5,0 GHz a 5,8 GHz. “O que o torna incompatível com os outros dois”.
Isso significa que se o ponto de acesso, um hotspot, por exemplo, tem padrão 802.11b ou 802.11g é possível conectar-se com equipamentos que obedeçam a qualquer um dos padrões, explica o especialista. “Já se o dispositivo tiver uma placa 802.11a não dá para conectar”.
Se o usuário vai comprar um notebook, Pascon aconselha a dar preferência ao padrão 802.11g. “Com ele o usuário terá mais largura de banda, mas acaba perdendo em desempenho de bateria. Por isso é melhor para laptops”. No caso de equipamentos de acesso móvel, como PDAs e smartphones, o técnico indica o padrão 802.11b. “Esse padrão consome menos banda que o G, mas sem perder tanto em desempenho quanto o A”.
Dicas para instalar uma rede Wi-Fi
• Antes de qualquer coisa avalie qual a área de cobertura que você deseja ter.
• Depois detecte o nível de poluição de radiofreqüência na região. Qualquer placa wireless pode fazer isso, basta ligar o noteboock que a placa identificará as redes presentes (Site-Survey). Isso já dará uma noção de a área está saturada ou não.
• Já descobertas as freqüências destas redes você deve procurar um canal. Em cada freqüência, existe uma parcela de canais. Por exemplo, no B são 11 e no G são 13.
• Agora é preciso identificar qual o canal está sendo menos usado para evitar interferência, porque quanto mais lotado o canal pior será a conexão. Como os canais G e B são mais usados são mais congestionados também.
• É importante saber qual o padrão dos aparelhos wireless que você já tem em casa para escolher qual adotar na rede. Por exemplo, se você tem muitos equipamentos no padrão e adotar uma rede no padrão G, terá que substitui-los para que eles se conectem.
• Contrate que melhor lhe convier. Desde que você tenha um equipamento que faça a interface entre a rede wireless e a rede da operadora. Geralmente esse dispositivo é o roteador wireless.
• O roteador é conectado ao computador que originalmente recebia a conexão externa à Internet. Essa passa a ser ligada diretamente ao roteador.
• Para as demais máquinas são necessários transceptores, controladores de rede capazes de se comunicar com o roteador por meio de conexões sem fio.
Fonte: http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia_especial.php?id_secao=17&id_conteudo=473
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Sábado, 17 de Janeiro de 2009 at 13:04
Rede sem fio é a tecnologia que está em evidência no mercado de T.I., no entanto, deve ser levado em conta o projeto para que não se sofra as consequências da má aplicação.
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Rogério Barion
ENTELCO TELECOM